segunda-feira, 6 de maio de 2013


Há pelo menos três semanas, chove em cidades como Euclides da Cunha, Uauá, Jeremoabo, Queimadas, Cansanção, Monte Santo, Tucano e na própria Canudos

Açude do Cocorobó hoje está com 20% da capacidade (Foto: Evandro Veiga)

As ossadas à beira da estrada talvez sejam a imagem mais simbólica da seca. Na região conhecida como Sertão de Canudos, por onde o CORREIO passou no final da última semana, avistamos dezenas delas. Mas, mesmo nesses cenários sombrios, havia vida. Curiosamente, alguma grama despontava entre os cemitérios da estiagem. A explicação? Simples. Tem chovido no sertão. 

Há pelo menos três semanas, chove em cidades como Euclides da Cunha, Uauá, Jeremoabo, Queimadas, Cansanção, Monte Santo, Tucano e na própria Canudos. As ossadas são velhas, do período em que a seca judiava mais. É verdade que se trata de uma chuva fina, insuficiente para encher os grandes açudes. Mas, mesmo em pouca quantidade, ela já transforma a paisagem e alimenta os bichos.

Teninho da Lima Santos pastoreia oito ovelhas, feliz com a chegada da chuva (Foto: Evandro Veiga)

É bonito de ver a vegetação verdinha ressurgindo nas paragens. Plantar ainda é difícil. Mas gado mesmo não tem morrido mais nenhum por aquelas bandas. “Essa chuva de Inverno não junta água, não resolve o problema, mas ameniza muito. Só o fato de ter o que dar de comer e beber para os animais”, afirmou o prefeito de Canudos, Genário Rabelo.

Na localidade de Barriguda, distrito de Canudos, uma pequena represa nos fundos da casa de Maurício Pereira dos Santos, 71 anos, encheu alguns centímetros. O suficiente para matar a sede das quatro cabras que sobraram das 150 que seu Maurício, pai de 16 filhos, chegou a criar antes da estiagem. O capim renasceu. “Achei que já tinha morrido tudo, mas veio essa água boa aí e ele vingou”. 

Com alguma comida, as cabeças de gado que não morreram começam a recuperar o vigor. Em algumas propriedades, principalmente aquelas com açudes, estão até gordinhas. Na zona rural de Euclides da Cunha, Teninho da Lima Santos, 31 anos, pastoreava oito ovelhas, feliz com a fartura de capim e a chuva. “Perdi 30 cabeças com a seca. Tomara a chuva firme. Duas semanas de sol volta tudo como estava”, disse Teninho.

Apostar em plantações traz o risco de perder tudo. Mas alguns agricultores são ousados, como José Dias, 67 anos. Debaixo da chuva fraquinha, resolveu plantar milho e sorgo em parte de um terreno que divide com outro proprietário, em Canudos. “Se essa chuva boa continuar, o pé de milho começa a aparecer em uma semana”, confia.

Ossadas ainda são vistas, mas elas são do período em que a seca judiava mais (Foto: Evandro Veiga)



Ontem, não choveu na região. Mas, a partir de amanhã, o serviço Climatempo já prevê o aumento de nuvens e pancadas de chuva à tarde e à noite. Na quinta-feira, chove a qualquer hora no sertão. Agora é torcer para o tempo continuar assim. Aí sim o Açude do Cocorobó, que hoje está com 20% de sua capacidade e teve seu nível d’água rebaixado em 11 metros, pode voltar a “sangrar”. É como dizem os canudenses quando ele transborda. 

“Para resolver o problema, só chuva de trovoada. Mas isso só vai acontecer, se acontecer, lá para novembro”, diz José Américo Amorim, 47 anos. Com as palmas e mandacarus florescendo, para o sertanejo resta fazer o mesmo que fazia com a seca braba. Rezar.
Fonte: Correio






Antonio Carlos da Silva, 48 anos, morreu na noite passada (5) na entrada do distrito de Humildes, próximo da empresa Pérsico na BR- 324, em Feira de Santana. 


O borracheiro foi atropelado por uma ambulância do município de Baixa Grande, quando se dirigia para casa em uma bicicleta, segundo informações dos policiais civis do plantão central do Complexo Policia Investigador Bandeira.

O motorista atropelador desenvolvia alta velocidade disse o irmão da vítima, Gonçalo Ferreira durante entrevista ao programa Subaé Notícias.

O corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) a fim de ser necropsiado. Informações do Central de Polícia, com informações de Denivaldo Costa.









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No último sábado foi encontrada por um jovem que caçava pássaros, no matagal nas imediações do povoado de Caldeirãozinho, zona rural de Senhor do Bonfim, assustado ele contou para seus familiares, que pediram para que ele não comunicasse a ninguém, porém o jovem contou para um amigo, e eles retornaram ao local no outro dia acionando a polícia.


A ossada estava bastante danificada, acreditando-se que animais mexeram nos ossos, porém detalhes na roupa assemelham-se a de tiros, o que será investigado pela Polícia Técnica local.


Próximo aos restos de ossos havia uma corrente de pescoço, uma par de sandálias na cor azul, dedos separados, bem como outros ossos. 


No momento ainda não há informações de quem seria a pessoa, falecida naquele local, ou se teria sido uma desova.








Com duração prevista de cinco dias, o júri popular do caso PC Farias será iniciado nesta segunda-feira (6) em Maceió, no Tribunal do Júri do Fórum da capital alagoana, presidido pelo juiz Maurício Breda. Quatro policiais são apontados como coautores do assassinato do empresário Paulo César Farias, o PC Farias, e sua namorada, Suzana Marcolino. Enfrentam o banco dos réus Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva. O crime aconteceu em 23 de junho de 1996, em uma casa de praia em Guaxuma, Alagoas. PC Farias foi tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello em 1989 e, na época de sua morte, respondia em liberdade condicional a diversos processos, entre eles sonegação fiscal, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito.BN









Uma colisão na BR-116 na manhã deste domingo (5) matou três pessoas. O acidente aconteceu por volta das 9h30m, no trecho entre Serrinha e Santa Bárbara, nas proximidades do entroncamento de Lamarão.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma Kombi, placa JSE 9305, licença de Serrinha, bateu de frente com um Fiat Siena, placa JRY 6181, licença de Feira de Santana.
José Adauto Oliveira, 52 anos, motorista do Siena, foi retirado das ferragens com vida pelo corpo de bombeiros e levado para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), mas não resistiu e morreu. A esposa dele, Maria Edelci Carvalho Oliveira, 46 anos, morreu no local do acidente



No momento da colisão, o motorista da Kombi Roberto de Jesus Silva, 28 anos, que morava no povoado da Matinha, zona rural de Serrinha, foi arremessado para fora do carro e teve morte instantânea. Segundo testemunhas, ele estaria dirigindo em alta velocidade e teria tentado fazer uma ultrapassagem em uma curva. Ainda segundo testemunhas, ele estaria dirigindo a cerca de 140 km/hora. A informação só será confirmada depois do resultado da perícia feita no local.

"Ele (Roberto) perdeu o controle da Kombi na curva, girou na pista, indo de encontro ao Siena que vinha no sentido contrário da rodovia”, informou o policial rodoviário federal Ademilson.

José Adauto e Maria Edelci moravam na cidade de Araci e eram membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia.


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