O capotamento de uma viatura do pelotão de choque da Polícia Militar deixou dois policiais militares do Centro de Operações Especiais (COE) feridos na tarde desta quarta-feira (9), na estrada que liga Ipecaeta a Santo Estevão, durante uma operação de combate a assalto a bancos. Segundo informações, suspeitos de praticar assaltos estavam naquela região e, durante o trajeto da equipe do COE, que se deslocou de Ipecaetá para Santo Estevão, o motorista da viatura perdeu o controle da direção e para não colidir com um veículo que vinha na contramão, tirou a viatura da pista e capotou. O sargento Edson Pereira Santana Junior, 44 anos, que reside em Lauro de Freitas sofreu foi socorrido com traumatismo craniano para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), onde foi internado em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O soldado Elton Mandias de Jesus, 31 anos, que mora no bairro Pernambués, em Salvador, sofreu fraturas em um dos braços e também foi internado no HGCA. No meio da tarde um helicóptero da PM veio a Feira de Santana para fazer a transferência do sargento, mas devido ao estado de saúde ser delicado a transferência não foi feita. ![]() Fotos: Aldo Matos/Acorda Cidade |
O Ministério
Público Federal vai investigar o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da
Silva com base na acusação feita pelo operador do mensalão, Marcos Valério, de
que o esquema também pagou despesas pessoais do petista.
O procurador-geral da República, Roberto
Gurgel, decidiu remeter o caso à primeira instância, já que o ex-presidente não
tem mais foro privilegiado. Isso significa que a denúncia pode ser apurada pelo
Ministério Público Federal em São Paulo, em Brasília ou em Minas Gerais.
A integrantes do MPF Gurgel tem repetido que as
afirmações de Valério precisam ser aprofundadas. A decisão de encaminhar a
denúncia foi tomada no fim de dezembro, após o encerramento do julgamento do
mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado a mais de 40 anos de
prisão, Valério, que até então poupava Lula, mudou a versão após o
julgamento.
Ainda sob análise do procurador-geral da
República, o depoimento de Valério em setembro do ano passado, e os documentos
apresentados por ele serão o ponto chave da futura investigação que, neste caso,
ficaria circunscrita ao ex-presidente.
O procurador da República que ficar responsável
pelo caso poderá chamar o ex-presidente Lula para prestar depoimento. Marcos
Valério também poderá ser chamado para dar mais detalhes da acusação feita ao
Ministério Público em 24 de setembro, em meio ao julgamento do mensalão.
Petistas envolvidos no esquema sempre preservaram o nome de Lula desde que o
escândalo do mensalão foi descoberto, em 2005.
Ao tomar conhecimento das acusações feitas por
Valério, Lula o chamou de mentiroso. “Eu não posso acreditar em mentira, eu não
posso responder mentira”, reagiu o ex-presidente, em dezembro do ano
passado.
No depoimento de 13 páginas, Valério disse ter
passado dinheiro para Lula arcar com “gastos pessoais” no início de 2003, quando
o petista já havia assumido a Presidência. O empresário relatou que os recursos
foram depositados na conta da empresa de segurança Caso, de propriedade do
ex-assessor da Presidência Freud Godoy. Nas palavras de Valério, Godoy era uma
espécie de “faz-tudo” de Lula.
Ao investigar o mensalão, a CPI dos Correios
detectou, em 2005, um pagamento feito pela SMPB, agência de publicidade de
Valério, à empresa de Freud. O depósito foi feito, segundo dados do sigilo
quebrado pela comissão, em 21 e janeiro de 2003, no valor de R$ 98,5 mil.
Oficialmente, Freud Godoy afirmou que o
dinheiro serviu para o pagamento de serviços prestados durante a campanha
eleitoral de 2002. Esses serviços, admitiu Freud Godoy à época da CPI, não foram
formalizados em contrato e não houve contabilização formal das despesas.
No depoimento, Valério disse que esse dinheiro
tinha como destinatário o ex-presidente Lula. Ele, no entanto, não soube
detalhar quais as despesas do ex-presidente foram pagas com esse dinheiro.
Conforme pessoas próximas, Valério afirmou que esse pagamento ocorreu porque o
governo ainda não havia descoberto a possibilidade de gastos com cartões
corporativos.
Gurgel volta de férias na próxima semana e vai
se debruçar sobre o assunto. A auxiliares, o procurador já havia indicado que
seria praticamente impossível arquivar o caso sem qualquer apuração prévia. No
fim do ano, a subprocuradora Cláudia Sampaio e a procuradora Raquel Branquinho,
que colheram o depoimento de Valério, foram orientadas por Gurgel a fazer um
pente fino nas denúncias.
A intenção era identificar possíveis
inconsistências no depoimento e armadilhas jurídicas. Gurgel, por mais de uma
vez, manteve reservas sobre a acusação feita por Valério. E publicamente afirmou
que o empresário é um jogador. Mas não desqualificou de pronto as afirmações do
operador do esquema.
O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, disse
que seu cliente vai aguardar “o destino que será dado ao expediente”.
No STF, a revelação das acusações levou
integrantes do tribunal a cobrarem investigações. O presidente do STF, ministro
Joaquim Barbosa, afirmou em dezembro que não haveria outra saída senão
investigar. “O Ministério Público, em matéria penal, no nosso sistema, não goza
da prerrogativa de escolher o caso que leva adiante, que caso ele vai conduzir.
É regido pelo princípio da obrigatoriedade, tem dever de fazê-lo”, disse.
Fonte: Agência Estado.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
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